quinta-feira, fevereiro 06, 2014

IEDA E LUIZ REID SE ENCONTRAM NO CÉU

IEDA E LUIZ REID SE ENCONTRAM NO CÉU
Pr. Hudson Galdino da Silva*
Baseado numa crônica escrita pela Pr. Neemias Lima, com outras personagens, é claro, inspiro-me em escrever quase que como uma paráfrase a respeito do Encontro de Ieda com Luiz no céu. É claro que, sem fugir a realidade escriturística sobre o Céu, valho-me da imaginação e criação de contexto que imagino possa acontecer na transcendência eterna. O céu é um lugar de descanso das fadigas desse mundo, do cessar das lágrimas da dor e sofrimento. É um lugar de ternura e docilidade. Paz plena. É um lugar também de crescimento e conhecimento. Não penso no céu como um lugar estático, paralisado. Imagino o céu como um lugar dinâmico, muitas atividades, mas sem nenhum cansaço. O céu poderia dizer, é a continuação de nossa vida aqui. Quando nascemos, nascemos para existir para sempre. É a imortalidade da alma. O corpo terreno se desfaz, mas o espírito volta para Deus e na consumação dos séculos, dessa era terrena, por ocasião da ressurreição, receberemos um novo corpo. Glorificado! Mas, quem sai desse contexto, vai para o céu e desfruta das delícias da salvação.
No dia 19 de janeiro de 2014, Ieda, partiu. Saiu daqui. Foi transferida para outro lugar. Ieda foi para o céu, assim como muitos outros já fizeram essa viagem linda, maravilhosa e especial, conduzida pelos anjos e recebida pelo Senhor.
Depois de uma semana, hoje é dia 26 de janeiro. Depois de uma semana de muitas novidades, depois de conhecer tantas coisas novas, eis o que acontece! Ieda encontra com Luiz Reid, seu cunhado. Imaginem e acompanhem o que aconteceu. ( Eu creio no céu assim)
Luiz Reid: Ieda, você já chegou aqui? Tenho andado tanto por aqui e só agora que a encontrei!
Ieda: Oi Luiz, estou aqui há uma semana, por isso que ainda não tinha me visto. Pensou que eu tinha vindo antes, né? ( os dois começam a rir ).
Luiz Reid : Mas, e aí Ieda, está gostando do lugar?
Ieda: Gostando é pouco! Quando cheguei aqui, lembrei da mensagem de Pastor Daniel Carvalho que pregou quando eu era ainda bem pequena, sobre o céu. Olha Ele tinha razão. O céu é tudo o que ele disse e muito mais. Que lugar lindo. Que maravilha estar aqui. Agradeço ao meu Senhor Jesus!
Luiz Reid :É realmente Daniel Carvalho conhecia a Palavra e sabia ensinar muito bem! Falar nisso, semana passado encontrei-me com ele e conversamos longas horas. Mas, Ieda você ainda não viu nada! Há muita coisa para ver e conhecer.
Falando em Pastor Daniel, olha ainda quem está se aproximando.
Ieda: Quem, Luiz?
Luiz Reid: Pastor Fanini. Eu já sei até o que ele vai lhe perguntar! ( Risos). Todos que chegam aqui a primeira coisa que ele fala e pergunta é sobre a Evangelização lá terra.
- Diz então Fanini: Oi. Você é nova aqui? Sim, responde Ieda. Estou aqui há uma semana, eu sou Ieda.
-Ieda de Carapebus? Sim, como sabe? Encontrei semana passada com Joaquim e Maria e eles me falaram de você.
Ieda: Oh! Quero vê-los muito!
Fanini: Costumo encontrá-los sempre naquele jardim de flores amarelas! Tenho conversado muito com Joaquim.
Fanini: Mas, Ieda o que eu quero saber... (Luiz dá uns sorrisos). Como está a evangelização lá na terra?
Ieda: Olha Fanini, depois que você nos deixou surgiu um tal de Fernando que está revolucionando os Batistas com Projeto JESUS TRANSFORMA. Tem sido uma benção!
(Fanini dá um salto de alegria e brada!)  -LOUVADO SEJA O NOME DO SENHOR! DEUS É BOM A TODA HORA, A TODA HORA DEUS É BOM!
Ieda retoma a conversa com Luiz
 Ieda: Luiz sabe quem eu quero logo encontrar para conversar muito com ele?
Luiz Reid: Não diga que é Moisés!
Ieda: Quero conversar muito com Jó. Sempre admirei a sua vida e a sua história.
Luiz: Você logo, logo vai encontrar com ele. Ontem ele estava rodeado de muitas pessoas que conversavam com ele.
Sabe com quem eu sempre converso?
Ieda: Quem Luiz?
Luiz Reid: Com Pedro. É muito legal. Gosto muito de ouvir suas histórias. Tem cada uma. ( Ieda Ri)
Ele é muito engraçado! Semana passado, ele saiu com essa Ieda. Olha pessoal, vocês ouviram muito essa história de que eu tenho as chaves do céu, certo? Mas quem tem a fechadura é o nosso Senhor. ( gargalhadas incontidas de Luiz e Ieda)
-Pessoal, diz Luiz Reid:  Eu preciso ir agora porque tenho participar do ensaio do côro. Todo dia agente aprende uma música nova. Esse Davi é demais! Olha que seus salmos sempre foram maravilhosos, mas aqui ele vai além. Ele diz que precisamos aprender todos os dias músicas novas porque todo dia chega gente nova aqui e ele não quer repetir músicas.
Fanini: Isso é coisa de Ministro de Música. Sempre ensinando músicas novas.
Ieda, diz: Mas eu sempre aprendi na Escola Bíblica Dominical que Deus faz novas todas as coisas.
( Com saudades, na certeza de que quando lá chegar, vou encontrá-los e participar dessa conversa)

* Cunhado de Ieda e concunhado de Luiz Reid

PONTO ou VÍRGULA

PONTO ou VÍRGULA

          Vou usar aqui algumas informações da nossa língua apenas para iniciar o nosso entendimento sobre a questão que quero compartilhar com o tema em epígrafe.
               Aprendemos que os sinais ortográficos ajudam no desenvolvimento da linguagem e da comunicação, podendo esses sinais serem discretos ou até mesmo mudarem todo sentido de um enunciado. Existem várias regras sobre o uso do ponto (.) e da vírgula (,).
                O ponto final representa então segundo alguns gramáticos a pausa máxima da voz. É o sinal usado para demonstrar o final de um período. Muitos acham desnecessário o uso do sinal. Acham que não há problemas em se esquecer do uso da vírgula ou do ponto. Então ignoram. O ponto indica o fim daquele pensamento, a vírgula apenas para dar uma pausa no assunto e dar continuidade algo intercalado e é claro em outras situações. Vejam alguns exemplos ilustrativos: Não. Espera. Não Espere. Isso Só. Ele resolve. Isso. Só ele resolve. Esse. Juiz. É corrupto. Esse juiz é corrupto.
              Pois bem, quero convidar a você a refletir sobre a sua vida pessoal consigo mesmo, com o próximo e com Deus. Qual o sinal que você tem colocado ou vai colocar em sua vida? É claro que dependendo da circunstância esse sinal pode ser modificado. Quero convidar a você a colocar ponto final ou uma vírgula naquilo que você mesmo está escrevendo a seu respeito. A mais interessante e importante biografia de nossa vida não é aquela que os outros escrevem a nosso respeito, mas aquela que Deus escreve sobre nós. O que temos sido diante Dele, o Senhor.
          Meu amado coloque sempre um ponto final quando se tratar de algum sentimento destrutivo em sua vida. Não vale a pena carregar rancor, amargura, desentendimento. Diante da miséria da cólera, coloque ponto final. Diante das mazelas da vida, coloque ponto final, diante da amargura, coloque ponto final. O ano de 2014 precisa ser um ano do PONTO FINAL das coisas desagradáveis, inúteis e improdutiva diante de Deus e do próximo.
                Mas a vírgula, ela pode ser muito bem vinda no texto que estamos produzindo cada dia. Bem vinda, VÍRGULA, quando usamos e aplicamos o perdão. Sabe por quê? Porque o perdão nunca poderá ser um ponto final em nossa vida. Como assim? É que o perdão deve ser praticado sempre, e sempre entre vírgulas. A vírgula requer explicações, entendimento. Faz parte da regra do uso da vírgula ela ser usada nas expressões explicativas ou corretivas. Façamos nesse ano mais uso da vírgula. Vamos dar continuidade tudo que precisa ser feito e bem feito. Não paremos de fazer o bem. Avancemos com a nossa história em tudo aquilo que produz coisas boas e santas para nós mesmo, para o nosso próximo e para o Senhor. Não pare com o compromissos de orar, de evangelizar, de ser bom crente, grande cooperador, ajudador, servo, amigo, conselheiro, operoso.
                  Ponto final, só para as coisas que desagradam a Deus e muita vírgula para continuarmos agradando o Senhor da obra.

Pr. Hudson Galdino da Silva

FELIZ ÂNIMO NOVO

FELIZ  ÂNIMO NOVO
          Uma palavra que mais se ouve hoje é desânimo. “Encontro-me sem forças, desanimado”. Essa é uma frase muito dita nesse tempo. Se não é a palavra mais pronunciada nesse tempo, provavelmente está entre as mais.
          Talvez você esteja vivendo um momento assim. Falta-lhe animo e motivação. Talvez você seja daquele tipo que acorda de amanhã, sabe tudo que precisa fazer. Tem um planejamento para o seu dia, mas quem sabe vive desanimado para fazer, para executar, mas não tem nem vontade de sai da cama, não sabe por onde começar. Não tem o menor animo para nada? Tudo parece sem graça e precisa de, literalmente, se arrastar para fazer qualquer coisa? Porque tamanha falta de motivação?
          Segundo a psicóloga Mariza Graziela, “o desânimo piora quando não temos a sensação de que seremos bem sucedidos nas tarefas que "precisamos" fazer. Vou explicar melhor: Nosso cérebro é constituído por uma região responsável pelas recompensas. Tudo o que a gente faz e tem boas recompensas teremos vontade de fazer de novo. O inverso também é verdadeiro, tudo os que fizermos que der resultados dolorosos não serão mais impulsionados para atividades iguais ou parecidas. Parece obvio, não? Tudo o que é bom desejaremos mais, o que for ruim nos afastaremos”.
          É preciso reverter essa situação. Quero desejar-lhe um FELIZ ÂNIMO NOVO EM 2014! 
          ÂNIMO vem do Latim ANIMUS, “alma, coragem, desejo, mente”, relacionado a ANIMA, “ser vivo, espírito, coragem, disposição”, derivado do Indo-Europeu ANE-, “assoprar, respirar”, atividade a que os seres vivos costumam se dedicar com afinco. Outros derivados são “animar”, “animoso”, “animado”, “animação”.
          No grego A palavra "ânimo" aqui vem do grego "tharhountes". Significa ser ousado e confiante. Uma palavra do grego muito semelhante é "tharseo". Pode ser traduzida como "tomar coragem" ou "tomar ânimo" que significa "não tenha medo!" ou "coragem!".
          Os estudiosos e pesquisadores na área médica dizem estarem preocupados cada vez mais com o desânimo que toma conta das
pessoas, mas indicam alguns que esse sintoma pode ser importante para diagnosticar outras enfermidades e corrigir estilos de vida.
          É bastante grave também e merecedor de reflexão, avaliação e atitude quando o falta ânimo na vida espiritual e na obra do Senhor. Isso é possível e na vida do crente.
          Jesus mesmo ensinou que em meios as aflições da vida com as quais iremos nos deparar dever ter ânimo (João 16:33).
         Após a morte de Moisés, a recomendação de Deus para Josué foi esta: “Esforça-te, e tem bom ânimo; porque tu farás a este povo herdar a terra que jurei a seus pais lhes daria. Tão-somente esforça-te e tem mui bom ânimo, para teres o cuidado de fazer conforme a toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; dela não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda, para que prudentemente te conduzas por onde quer que andares”.
          Para 2014 desejo a todos um FELIZ ÂNIMO NOVO. O que isso significa na prática ter um novo ânimo.

1. Estar animado significa ter sempre um coração satisfeito. Não é conformismo, não. É reconhecer a soberania de Deus. Nada acontece sem a permissão divina. Coração as satisfeito é um coração cheio. O nosso Deus nos supre com suas mais excelentes e preciosas bençãos e ter ânimo novo é estar pleno do Senhor.

2. Estar animado significa sempre ter um coração agradecido. Se não gratidão não pode haver ânimo. Pessoas ficam desanimadas porque não aprenderam a exercitar a gratidão uns pelos outros e para com o Criador, nosso Deus eterno. Quando reconhecemos as coisas que acontecem e não ficamos agradecidos bate em nós um enorme desânimo, portanto 2014 precisa haver mais: OBRIGADO!

3. Estar animado é estar com o coração confiante sempre no Senhor. A confiança coloca em nós paz!  A confiança é um combustível extraordinário, indispensável para ter ÂNIMO em nossa caminhada.

Amados, FELIZ ÂNIMO NOVO

quarta-feira, março 13, 2013

PAPA ou PAMONHA



PAPA ou PAMONHA

                   Já faz alguns anos, mas um fato me marcou e se torno inesquecível.  Irene estava grávida de nosso primeiro filho (a). Estaria para nascer a nossa primogênita, a Alessandra. Estávamos na Convenção Batista Fluminense na cidade de Campos dos Goitacazes quando após a reunião da noite quando já estávamos no hotel para o descanso, a esposa sente o tradicional desejo de grávida. “Não vou conseguir dormir se não comer uma papa", Isso era por volta das 23:00h . Dei um sorriso. Por dentro estava espantado, mas muito entusiasmado. Minha mulher estava com desejo de gravidez. A questão não era o desejo em si, mas o objeto de desejo: comer uma papa. A papa é um preparado de milho. O milho apresenta grande capacidade de adaptação a diversos climas, sendo plantado em praticamente todas as regiões do mundo, nos hemisférios norte e sul, ao nível do mar e em regiões montanhosas, em climas úmidos e regiões secas. O milho é rico em carboidratos, sendo assim um alimento energético. Também é fonte de óleo e fibras e fornece pequenas quantidades de vitaminas B1, B2 e E. No Brasil, o mesmo milho plantado para colheita de grão seco é colhido ainda verde para consumo. Além do milho verde comum, existem variedades denominadas milho-doce, que têm sabor mais adocicado, devido ao maior teor de açúcares. A papa é feito do milho ralado, batido e que espremido se utiliza o caldo do milho enquanto que a pamonha é feita de milho ralado e com as misturas devidas. Esta massa é colocada em tubos feitos com a própria casca do milho atadas nas extremidades. As pamonhas são submetidas a cozimento até que sua massa alcance uma consistência firme e macia.
                   Na minha cabeça se passaram vários pensamentos em relâmpago. Pensei em fubá, açúcar e leite e como preparar um mingau e alternativas. Decidi, com toda força e entusiasmo descer do andar em que estávamos hospedados e ver a possibilidade de comprar o que seria para mim um feito único, extraordinário! Desci. Quando coloco os pés na calçada sinto cheiro de milho! Pensei. Será que estou com desejo psicológico de gravidez? Dei alguns passos e o que vejo na esquina? Uma “carrocinha” e um homem vendendo milho cozido. Meu coração bateu forte. Senti-me um vitorioso. Aproximei-me e para minha surpresa não apenas milho cozido o homem vendia, mas também pamonha. Para quem não conhece, a pamonha seria um “parente” da papa. Um pouco mais consistente que a papa, mas o cheiro e o sabor muito próximos. Perguntei: Papa ou Pamonha? Ele respondeu pamonha. Mas queremos papa, disse eu, ele disse só tenho pamonha. Leva a pamonha no lugar da papa. É parecido. Não hesitei. Dá-me cinco pamonhas! Sei lá! Vai, que o desejo se repete. Sei lá! E se precisar comer cinco pamonhas até chegar o sabor integral da papa? Já havia ouvido a frase “é melhor prevenir do que remediar”. Retornei para o hotel e muito empolgado disse: “Pamonha!” Pamonha, disse Irene. Em segundos levei um susto. Não sabia se ela repetia a palavra da guloseima que eu informava que tinha em minhas mãos ou se me chamava de “pamonha” pelo fato de não a apresentar a papa. Foram apenas segundos porque o seu entusiasmo de receber a pamonha foi tão grande e saboreou com tanta alegria que ao terminar a primeira das cinco que eu havia levado ela já estava quase que dormindo. E eu todo feliz em ter podido saciar aquele desejo de gravidez quando a pamonha substituiu a papa. Pensei, pensei. Eis as lições.

                   1. Na vida nem tudo que parecer é. Nem tudo reluz é ouro. Nem tudo que se apresenta como se fosse é. Tem pamonha por aí passando por papa. O que não é pode passar como se fosse. A pamonha fez o papel da papa. A pamonha parecia papa. A pamonha tinha cheiro de papa. Na vida precisamos ter cuidado e observarmos porque nem tudo que parece é. Tem pamonha por isso se passando por papa.

                   2. Na vida é possível que alguma seja substituída por outra quando não se encontra a que se deseja ou precisa. Necessidades e desejos todos nós temos. Em todos os aspectos da vida e é claro que também na vida espiritual. Mas é possível que na busca por algo que possa satisfazer a necessidade se encontre um parecido e, assim, sentir-se satisfeito. Tem pamonha por aí se passando por papa.

                   3. Na vida há possibilidade de se receber uma designação sem merecer ou sem ser de fato. No meu caso da história. A pamonha passou a ser papa. Nas suas glândulas salivares passava como se papa fosse, mas era pamonha. Lembro que a esposa sabendo que era pamonha chegou a balbuciar, que papa!  Na vida é preciso ter cuidado para que não venhamos usurpar um nome que não temos. Uma designação que não merecemos e não nos pertence. Presume-se que a criança pequena associa o som "pa" à presença do pai, em contraste com o "ma" (macio...) de sua mãe. Se a mãe está associada ao alimento que vem no mamilo (o leite), também o pai é visto como quem traz alimento ("papá" é comida, e em Portugal é o modo como se fala "papai"). Um alimento talvez mais sólido. Os etimólogos lembram que a raiz "pá" do sânscrito (uma língua da Índia), vinculada às ações de "alimentar", "dar comida" e "proteger", encontra-se na origem dessa história. Tem pamonha por isso recebendo o nome de papa, mas que na verdade não é. Tem pamonha por aí se passando por papa.

Hudson Galdino da Silva
Pastor da SIB de Cabo Frio
pastorhudson@uol.com.br

quarta-feira, fevereiro 27, 2013

IGNORANTES NA HISTÓRIA



IGNORANTES NA HISTÓRIA
Hudson Galdino da Silva

Ignorantes na história! Possuem conhecimento, acumulam informações, são intitulados de mestres e doutores, possuem títulos. Realmente sabem sobre história como ninguém. Alguns se dizem educadores! Por que ignorantes na história? Porque apesar de serem senhores conhecedores da história são ignorantes na história. Conhecem história, mas não fazem história. Conhecem história, mas distorcem a aplicabilidade da história. Conhecem história, mas parecem que não sabem para que serve a história. O pior ignorante é aquele que não sabe o que fazer com o que sabe, ou o faz de forma equivocada e falha. Quem são os ignorantes na história?

São aqueles que não aprenderam que a história é didática. A história ensina. A história serve para corrigir erros cometidos no passado. Como por exemplo: Aqueles que, antes perseguiam negros e escravos, hoje os recebem com amor. Aqueles que antes aprisionavam mulheres de seus direitos sociais hoje são ardorosos defensores e lutam pelos seus direitos. A história está para mostrar e apontar os erros. Ignorar é muito mais do que ingenuidade, é loucura, é perversão do conhecimento, é miséria do saber, mas não saber que a história corrige, é loucura dupla.

São aqueles que não aprenderam que a história é triunfalista. Sim, geralmente a história é escrita, feita e propagada pelos vencedores. O que fica, o que narra, o que prevalece são as informações dos que prevaleceram, É árdua a tarefa de buscar a história não contada para refutar a história dos triunfalistas, ou dar um direcionamento mais equilibrado da mesma.

São aqueles que não aprendam que a história é interpretativa. Não existe história isenta do personalismo de quem a escreve. Não existe história sem os traços dos que vêem e analisam os documentos. Não existem historiadores puros. Não existem historiadores sem influência de seu passado e de seu comportamento. Fruto do meio. Não existem historiadores sem sua carga emocional, psicológica e até cultural. A história é escrita e interpretativa.
São aqueles que não aprendem que a história não é única. São os idólatras da história. São os que fazem uma leitura do conhecimento sem uma visão do todo. Ler e analisar textos antigos envolve uma hermenêutica sadia e não tendenciosa. Exige uma exegese contextualizada e não uma eisegese infantil. A história não é única, ela engloba um panorama cultural, filosófico, teológico, sociológico, enfim, deve ser vista de forma holística e integral.

São aqueles que não aprendem que a história é “aterapêutica”. São aqueles que usam da história, seus pseudos-conhecimentos para extravasarem seus traumas e frustrações. Usam os fatos da história, acrescentam e interpretam de forma que seus traumas infantis sejam focados de forma ineficazes. São aqueles que revelam que precisam de um bom acompanhamento para cura de seus traumas emocionais porque se não fizerem estarão ultrapassando as barreiras do relacionamento sadio e construtivo. São geralmente pessoas rudes, cruéis, ingratas, sem afeto natural e que geralmente estão causadores de danos em seus queridos mais próximos. São rudes para com seus filhos impondo-lhes muitas vezes um padrão de dureza, cobram resultados, mas não lhes oferecem o essencial da vida que é o afeto.
Chega dos que sabendo história se tornam ignorantes na história.

sexta-feira, fevereiro 15, 2013

PRONUNCIAMENTO DA CONVENÇÃO BATISTA BRASILEIRA ( CBB): ESTATUTO DA DIVERSIDADE SEXUAL



PRONUNCIAMENTO DA CONVENÇÃO BATISTA  BRASILEIRA ( CBB):

ESTATUTO DA DIVERSIDADE SEXUAL

Considerando que as liberdades de consciência e religiosa são princípios fundamentais garantidos pela Constituição (Art. 5º, IV, VI e VIII), nós, Batistas da CBB, fundamentados no princípio de
liberdade religiosa, somos compelidos por nossa fé cristã a nos pronunciar em defesa das citadas liberdades.
Consideramos ser nosso direito e dever apresentar este pronunciamento à luz da verdade que é baseada na Bíblia, na razão (a qual, cremos ser um dom de Deus) e na natureza da pessoa humana.  Ressalte-se que a Bíblia Sagrada é nossa única regra de fé e prática, onde encontramos a verdade
revelada de Deus para a conduta humana. Assim, conclamamos cristãos e não-cristãos a que ponderem e reflitam cuidadosa e criticamente nas questões aqui apresentadas.
À luz dos §§ III e V do Art. 226 da Constituição Federal combinado com o Art. 1514 do Código Civil Brasileiro, entendemos que o casamento restringe à união de um homem e uma mulher por natureza de nascimento
A exemplo do Projeto de Lei Complementar 122/2006, o Estatuto da Diversidade Sexual, entre outras coisas, tem como objetivo criminaliza a homofobia (Art. 1º), assegurar casamento homoafetivo (Art. 15), proibindo tratamento e até mesmo promessa de cura a não-heterossexuais (Art. 53), assegurar oportunidades de trabalho para os beneficentes do Estatuto (Art. 73 § único), adotar políticas públicas em nível nacional, estadual e municipa visando a conscientizar a sociedade da igual dignidade dos heterossexuais homossexuais, lésbicas, bissexuais, transexuais, travestis, transgêneros intersexuais (Art. 105).
Quanto à homofobia, somos contra qualquer tipo de discriminação, desrespeito, abuso ou violência, seja ela contra quem for. Todavia, nos reservamos o direito constitucional (liberdade religiosa) de discordar da prática homossexual, por entender que é biblicamente pecaminosa e viola o padrão original de Deus para os seres humanos. O Antigo e o Novo Testamento desaprovam severamente práticas homossexuais (Lv 18.22; 20.13; Is 3.9; Rm 1.24-27; 1 Co 6.9-10; 1 Tm 1.9-10). Consequentemente, não aprovamos tais práticas.
Em relação ao chamado casamento homoafetivo, entendemos que uniões legais amparam arranjos de pessoas do mesmo sexo que decidem estabelecer um relacionamento de união e que necessitem legar
herança, visitar companheiros em hospitais etc. Por outro lado, o matrimônio biblicamente instituído por Deus é uma união integral de corpo e mente (Gn 2.18,23-24), baseado em um compromisso de permanência e exclusividade entre o sexo masculino e o sexo feminino, e selado pelo ato sexual. A Bíblia Sagrada apresenta a criação dos seres humanos em dois sexos: “...homem e mulher os criou” (Gn 1.27). Tal criação visava ao casamento, expresso em companheirismo, união sexual e procriação
(Gn 2.23-25). Jesus Cristo reiterou esta norma ao afirmar “que o Criador desde o princípio os fez homem e mulher, e disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne” (Mt 19.4-5). Esta união tem valor intrínseco, independente de
procriação. Todavia, se houver filhos, a união se aprofunda e enriquece.
Entendemos que o casamento, nos parâmetros bíblicos, salvaguarda os interesses das crianças. Adicionalmente, cremos que é direito de toda criança ter pai e mãe. Portanto, o Estado deve reconhecer e apoiar o matrimônio. Não concordamos com a criação de um novo modelo de casamento contrariando a Bíblia, a própria Constituição (Art. 226) e o Código Civil (Art. 1521). Por sinal, quebrada a normatividade do casamento heterossexual, os mais diferentes modelos poderiam ser propostos, tais como: casamento aberto, casamento incestuoso, casamento temporário, casamento poligínico, casamento poliândrico etc. Ministros religiosos não podem ser forçados a realizar e reconhecer uniões homoafetivas e devem ser respeitados em seus direitos humanos.
No que se refere a proibir tratamento e até mesmo promessa de “cura” a não heterossexuais, tem-se presentemente ampla evidência de pessoas que foram homossexuais praticantes, e através de tratamento foram restauradas.
Portanto, tal proibição é um contrassenso. A Bíblia registra a restauração em I Coríntios 6.9-11, “...Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, ... herdarão o reino de Deus.
Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.” Consequentemente, defendemos que ministros religiosos e profissionais liberais devem ter assegurado o direito de ministrar tratamento a
homossexuais que assim o desejem.
No que diz respeito a assegurar oportunidades de trabalho para não-heterossexuais, entendemos que forçar empresas ou instituições a empregarem pessoas cujo comportamento ou crenças são contrários à visão das citadas organizações constitui violação constitucional.
Quanto a adotar políticas públicas em nível nacional, estadual e municipal visando a conscientizar a sociedade da igual dignidade dos heterossexuais, homossexuais, lésbicas, bissexuais, transexuais, travestis, transgêneros e intersexuais; vale ressaltar que o termo “dignidade” pode fazer referência
a, pelo menos, duas coisas: (1) à dignidade intrínseca, fundamento dos direitos humanos, absoluta e que todo ser humano possui simplesmente por ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus (Gn 1.27); ou (2) à dignidade moral, que não é absoluta, mas gradual, relativa ao comportamento moral de uma pessoa; ou seja, quanto mais os atos de um indivíduo estiverem de acordo com o que é correto, maior a dignidade moral dessa pessoa. De acordo com este último conceito, consideramos que todas as práticas sexuais que se desviem do padrão bíblico são moralmente deficientes. Promover políticas públicas que deixem subentendido que todas as práticas sexuais são igualmente corretas e desejáveis, representa absoluta contradição ao ensino bíblico relativo ao matrimônio, base da família, célula mater do Estado. Somos contrários, portanto, a tais ações e rejeitamos veementemente o art. 105, pois está sutilmente fazendo alusão a esse último conceito de “dignidade”.
Finalmente, rejeitamos qualquer instrumento de coerção que nos force a concordar com práticas inconstitucionais e antibíblicas. Por sinal, vale enfatizar que esse Estatuto é inconstitucional, ilegal, heterofóbico e cristofóbico. Sabemos que quando os poderes terreno e divino colidem, nossa obrigação é “obedecer a Deus, e não a seres humanos” (At 5.29). Portanto, nenhum poder na terra — seja cultural ou político — nos forçará ao silêncio ou à acomodação.

Comissão de Altos Estudos da Convenção Batista Brasileira,
Pr. Dr. David Bowman Riker, relator.
Aracajú (SE), 29 de Janeiro de 2013.
Fonte: Jornal Batista de 17/02/2013

quarta-feira, maio 30, 2012

TEOLOGIA DA CRUZ




A Igreja existe por causa e em função da cruz de Cristo. A religiosidade humana por mais importante e significativa que possa ser para a vida humana no que tange a sua identificação transcendente, ela se torna oca, vazia sem a Teologia da Cruz.

É nela que a Igreja se firma, se fundamenta e subsiste. A Teologia da cruz é importante porque nela há de forma mística e real ao mesmo tempo a identificação com o sofrimento de Cristo. A Igreja como Corpo de Cristo vive a encarnação do Evangelho num contexto conflitivo. Estamos, mas não somos do mundo. Este contexto conflitivo traz dor e sofrimento. A Cruz é uma mensagem de dor e sofrimento o que é vivenciado pela Igreja.

A Teologia da Cruz tem importância para a Igreja porque nela encontramos o abandono de Deus evidenciado nas palavras sofridas de Jesus: ”Pai, por que me desamparastes?” Na cruz, através desse episódio, ainda que misterioso era a identificação de Jesus com os desamparados na vida.

Jesus experimenta em carne e em espírito a dor do abandono; situação dos que vivem desamparados e marginalizados. A dor do desamparo era a dor de sua missão nesse mundo. “Vim buscar e salvar o que se havia perdido”, disse Jesus. A Teologia da cruz é significativa para a Igreja porque a Igreja vive, trabalha e cumpre a sua missão quando entende , se identifica e busca os desamparados nesse mundo que oprime, maltrata e consome o potencial divino no indivíduo.

A Teologia da cruz é importante para a Igreja porque nela está presente a mensagem terapêutica de Deus, disponível a todos, que é o perdão. Jesus disse: “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem”. Mesmo a maior e mais profunda ignorância espiritual e suas conseqüências, precisam do afago e eficácia do perdão. Essa mensagem presente na Teologia realça que o perdão é algo necessário, mesmo não sendo merecedor. O perdão na Cruz é dispensado não no merecimento do infrator, mas em sua necessidade. Perdoa-se porque se precisa do perdão e não porque se merece o perdão. Esse é um aspecto da Teologia da Cruz que a Igreja tem estado longe de compreender e praticar. A Igreja põe em prática essa Teologia quando vive na condição de uma comunidade terapêutica no Reino de Cristo, aplicando de forma eficiente e eficaz, a mistério do perdão revelado na Cruz.

Atrelado a esse aspecto do perdão está presente o conhecimento da Igreja sobre o que é e o que significa a ignorância espiritual. A cruz, nas palavras de Jesus evidencia isso. Muito mais do que a consciência dos fatos, das atitudes é a consciência psicológica e espiritual desses atos. Jesus ensina isso, indo além, ao falar: “porque não sabem o que fazem”. Eles não tinham consciência real daquela participação ignominiosa e de suas conseqüências, mesmo assim precisam da aplicação do perdão, ainda que, repito, não merecendo. Entendemos que a aplicação do perdão abre os horizontes para entendermos que de fato somos e o que de fato cometemos. O perdão além de remover o erro, ao mesmo tempo o faz latente e compreensível em sua maior extensão. A Igreja precisa saber lidar, trabalhar com a ignorância humana quanto à fé e a revelação de Deus. A Igreja trabalha em busca dos que ignoram as coisas do Senhor. Somente quando a Igreja está bem identificada com a Teologia da Cruz é que isso é possível, porque trabalhamos em busca dos que não conhecem as coisas de Deus, o homem natural. Precisam de Deus, mas não conhecem a Deus. Precisam de Deus, mas não reconhecem as coisas de Deus. Precisam de Deus, mas são ignorantes sobre Deus, por isso a mensagem do perdão precisa ser a aplicação inconfundível por quem deseja cumprir a missão terapêutica, no caso a Igreja.

Bendita Teologia da Cruz que nos sustenta em fé, amor e esperança.

HABILIDADES PASTORAIS DIANTE DOS DESAFIOS URBANOS








Fazemos parte integralmente de um mundo globalizado o que significa que perto ou longe estamos diante de muitos e tremendos desafios. São inúmeras questões nos desafiam tanto no aspecto psicológico e mental. como no aspecto físico e social. A demanda intrigantes resultante desse mundo é um clamor perpétuo, contínuo e investigativo. O mundo com suas características da pos-modernidade só fazem com que os problemas urbanos se tornem mais aparentes e desafiadores a todos. O grito social se torna mais volumoso e estridente. Mas é fato que os desafios urbanos sempre estiveram presentes na vida do ser humano, é claro que, com suas peculiaridades de cada época.

Vivemos num mundo em que somos desafiados pela explosão demográfica. A quantidade de gente e seus aglomerados são crescentes. Temos diante de nós o desafio das grandes metrópoles que avançam trazendo no bojo de seu desenvolvimento a inquietação e desejo de uma qualidade de vida para seus habitantes. Atender e oferecer uma qualidade de vida num contexto de multidões torna um problema quase que insolúvel.

Vivemos num mundo de constantes e rápidas transformações científicas e tecnológicas. É o tempo das informações rápidas e em enorme quantidade. O homem urbano vive, portanto, sob uma pressão quase que insuportável, trazendo variações emocionais constantes e que o abala em todo seu contexto social-urbano.

Vivemos num mundo de reavaliação dos valores. O certo e o errado passa nesse momento por questionamentos, novos conceitos e práticas. Há uma imensa carga e peso o relativismo, seja religioso, seja ético, seja até mesmo científico.

Vivemos num mundo do contraste que chamo de individualidade coletiva. Ou seja: Para questões econômicas e busca de produtividade e mercantilismo há uma tendência do cooperativismo por parte das indústrias e mercado econômico, mas na convivência pessoal há um isolamento, solidão e desprezo. São clubes frequentados por milhares pessoas que não se conhecem e que vivem em sua particularidade.

Nesse mundo com essas características se desenvolvem questões urbanas sérias e algumas até mesmo enraizadas e crescendo caule, galhos, folhas e frutos malignos.

É o mundo dos desprovidos de alimentos básicos para a sobrevivência. Pobreza, miséria, subemprego e desemprego vêm há anos matando inocentes nessa sociedade egoísta e má, bem como humilhando aqueles que conseguem sobreviver ao massacre longe das estatísticas e dos olhos e mãos dos mais abastecidos. Isso é claro num contexto de falta de moradia, assistência médica, lazer, etc., o que já seria quem sabe d, diante da realidade atual considerar um luxo para esses massacrados.

É o mundo da violência, seja ela, psicológica ou física, seja ela entre grupos ou individual, seja ela entre rivais ou no seio da família, seja ela entre jovem ou idoso. É a violência que campeia em terrenos sólidos ou movediços. É a violência resultante pela ganância ou pelo ódio, é a violência resultante pela inveja ou arrogância. É a conquista de espaço geográfico ou espaço social e econômico. É a violência resultante do desmoronamento espiritual ou emocional. É a falta de condições de convivência entre nós seres de primeira grandeza. É a obstinação, busca desenfreado pelo egoísmo heróico numa sociedade competitiva cujo topo parecer simplesmente o prazer mórbido e nojento.



A CONSCIÊNCIA-


O que é consciência? Esta palavra em nossa língua é usada com diferentes acepções. Ora é empregado no sentido ético, ou seja, para definir aquilo que nos dita o nosso dever moral, nos permitindo fazer ou deixar de fazer, de conformidade com os princípios, normas, costumes e juízos de valor, pelos quais pautamos nossos atos e avaliamos as nossas ações e de nossos semelhantes. Ora é utilizado em sentido estritamente psicológico para caracterizar a tomada de conhecimento da realidade em um momento dado.

A consciência psicológica é simples testemunha das nossas ações, ao passo que a consciência moral é juiz das nossas ações e das alheias. Para Spencer, a consciência moral é simples hábito mental, resultante do costume da educação, do meio social, ou da legislação humana.

Outra questão importante, em minha maneira de ver o assunto é que a prática da consciência, a faculdade de distinguir o bem e o mal não constitui simples produto da existência, mas é também uma capacidade inerente à natureza racional do homem.

Também é preciso dizer que a consciência por si só, não é clarividente e infalível. A experiência mostra que em muitos casos há a falibilidade da consciência. Em toda parte o homem tem a noção do bem e do mal , do direito e do dever e as variações da consciência moral, resultam, não de falta de princípios morais mas da aplicação defeituosa destes, motivados exclusivamente pela influência de causas interiores. É preciso trabalhar com nossa consciência psicológica para que a moral seja exercida saudavelmente.

A consciência precisa em instância maior ser afetada e dirigida pelo Senhor. A Bíblia diz que a verdadeira espiritualidade nos dá um coração puro, boa consciência e fé sincera( II Timóteo 1:3). Portanto, uma boa consciência é resultado da verdadeira espiritualidade.

A consciência é um instrumento de Deus para instruir os homens sobre seus deveres e direitos( Romanos 2:15). Também é um instrumento para que reconheçamos a culpa do pecado. Quando o Espírito Santo atua e trabalha em nós para o convencimento do pecado, não há dúvida de que o campo de atuação é a nossa consciência. Em Atos 2:37, diz que":... e, ouvindo eles isto, compungiram-se, em seu coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, varões irmãos? A palavra compungiram, significa que foram tocados o u ser mais profundo e o íntimo recebeu um profundo golpe que chegou ao fundo de suas almas. A consciência "doeu". A consciência psicológica foi afetada. Tomaram consciência da realidade em que estavam e a partir daí a consciência moral se expressou no propósito de exercitar o certo.

Mas é preciso que entendamos que a consciência pode ser contaminada. Pode haver um desvio de consciência. Pode haver uma interferência exterior, através de regras e preceitos defeituosos ou de traumas que venham contaminar a consciência psicológica, impedindo-a de levar o ser humano a uma boa consciência moral. Esta interferência interior, de traumas interiorizados, que passam a ser neuroses, acabam , se não necessariamente desvio de caráter, mas no mínimo inibição de um personalidade mais saudável, porque passa a haver uma conflito em nosso psiquismo onde o Ego, o Id e o Superego, acabam não se entendendo, quando o Superego, que atua como juiz, ou censor não funcionando muito bem e assim o Ego(que é o Ideal), tem dificuldade de ajustar as exigências do Id( contém os impulsos instintuais, agressivos e reprimidos).

Outro aspecto é que a consciência pode ser cauterizada, conforme I Timóteo 4:2. Cauterizar é a ação queimar. É destruir, extirpar. São aqueles que podem "ficar sem consciência". Não a possuem , ou a tem cauterizada. Endurecida. A consciência não funciona. Não está ativa. Inoperante. Não conhece os valores. Não discerne com precisão entre o bem e o mal, e por isso misturam suas atitudes.

A nossa consciência precisa ser iluminada e assim há de ser uma testemunha fiel em nós, resultando em fonte de prazer e de alegria. Cremos além da importância de tratamento do psiquismo, para que o inconsciente se torne consciente através da técnica psicanalítica que é a análise profunda do ser, cremos que o poder de Deus, e a Graça do Senhor, capaz de restaurar, atuam de forma sobrenatural proporcionando ao homem a possibilidade de encontrar o equilíbrio,a forma saudável e construtiva entre a consciência psicológica e a ética.

CAMINHADA DE FÉ



No mundo físico, estamos num constante rodízio. Giramos em torno de nós mesmos (terra) e caminhamos em torno do sol, o que é denominado como sendo rotação e translação.

Esse novo ano, essa nova caminhada, esse novo CRONOS nos convida a uma reflexão sobre nossa caminhada de fé. Jesus é o SOL DA JUSTIÇA, diz o profeta ( Malaquias 4:2).

Nossa vida precisa estar em torno de Cristo. Nesse processo de vida de forma análogo com o sistema solar, aprendemos:

1. Precisamos viver 2012 sendo atraído pelo SOL DA JUSTIÇA. O sol atrai a terra. É a chamada lei da gravitação universal. Segundo Newton, renomado físico inglês, o sol atrai os planetas. Referindo à pessoa de Jesus Cristo, o texto sagrado de João 12:32 registra palavras do Salvador que disse: “E eu quando for levantado da terra, todos atrairei a mim”.

2. Precisamos viver 2012 sem sairmos de nossa órbita. Órbita é o caminho que a terra faz ao redor do sol. Ela é traçada pelo sol. A órbita é o caminho de equilíbrio entre o sol e a tendência da terra de sair dela. Seria um caos se a terra deixasse esse caminho. Não podemos sair da órbita de nossa vida espiritual. Essa órbita foi traçada por Jesus para que diante de nossa tendência de desvio, possamos permanecer firmes nesse ideal de fé. Não saia da órbita, meu irmão.

3. Precisamos viver 2012, dia após dia. A Bíblia diz que basta cada dia seu mal. Esse é um princípio de vida. Não é ser desprevidente, mas é entender que não pode haver lugar para ansiedade. Ela chega, ela pode chegar, mas deve ser lançado em Jesus, porque ele cuida de nós. A terra que levará 366 dias para girar em torno do sol, porque queremos viver 366* dias em um só? O movimento de translação, a terra em torno do sol leva 365 dias, 5 horas e 48 minutos. Como não há dias quebrados, essas quase 6 horas são acumuladas ao longo de 4 anos, até o formar um dia, o dia 29 de fevereiro.

Deixa a ansiedade e a preocupação para trás. Viva cada dia! Não antecipe o que possa vir depois!

4. Precisamos viver 2012 entendendo que por mais importante que Deus nos faça, não somos o SOL. O Sol é Jesus. Viva esse ano para glorificar a Jesus, para reconhecer a sua Glória. A glória é dele e não nossa. Façamos como João Batista ao ser indagado sobre o Messias. Ele apontou para Jesus e disse: “Eis o Cordeiro de Deus”. O importante é Jesus. Tudo que fizermos por palavras ou por obras façamos para a Glória dEle.

5. Precisamos viver 2012 recebendo e refletindo a luz de Cristo. Faltaria vida na terra se não fosse a luz do sol. Essa luz é primordial à existência. Portanto, não pode faltar em hipótese alguma o esplendor de Jesus na sua vida. Tem faltado luz na sua mente, no seu relacionamento? Falta luz em sua casa, em seu coração? Assuma um compromisso nesse novo ano de deixar a luz de Cristo resplandecer em sua vida de forma crescente. Jesus disse: “Eu sou a luz do mundo, quem se segue não andará em trevas”. Essa luz precisar brilhar em nós. Jesus disse: “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem ao vosso Pai que está nos céus”.

Deixa Jesus brilhar em sua vida e seja uma tocha brilhante, um verdadeiro farol, um astro nesse mundo que precisa dessa luz, precisa de Jesus. Precisa de salvação!